Qual carteira de investimentos combina comigo?
Responda algumas perguntas e receba uma sugestão de composição de carteira alinhada ao seu perfil.
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A idade é essencial para a heurística de alocação. O valor disponível para investir pode ficar em R$ 0,00 se você ainda não tem nada guardado — o resultado mostrará os percentuais mesmo assim.
Como a carteira é calculada?
A sugestão combina seu perfil de risco (calculado pela idade, horizonte, tolerância emocional a quedas e conhecimento) com o seu objetivo declarado — Crescer Patrimônio, Viver de Renda ou Preservar Patrimônio. Duas pessoas com o mesmo perfil de risco recebem carteiras diferentes se o objetivo for diferente: quem quer viver de renda recebe mais peso em ativos que pagam proventos mensais (FIIs, dividendos); quem quer preservar patrimônio recebe uma carteira bem mais protegida, mesmo que o perfil de risco calculado fosse mais arrojado.
Além disso, duas regras têm prioridade sobre o perfil de risco e o objetivo:
- Idade 60+ : a exposição a renda variável é limitada e ativos de alto risco (cripto) ficam zerados, independente da resposta sobre tolerância a quedas — quem tem menos tempo para recuperar uma perda permanente precisa de menos risco, não importa o quanto diz aguentar emocionalmente.
- Conhecimento sobre investimentos: quem marca "nenhum" recebe uma carteira simples, em poucos blocos (reserva, renda fixa e um único bloco de renda variável ampla), sem FIIs, ações individuais, exposição internacional ou cripto — e com exposição total a renda variável limitada. A carteira só ganha mais categorias e complexidade conforme o conhecimento declarado aumenta.
Sobre as classes de ativos sugeridas:
- Renda fixa pós-fixada: Tesouro Selic, CDB de liquidez diária — baixo risco, sem marcação a mercado relevante.
- Renda fixa prefixada: trava uma taxa nominal; sofre marcação a mercado se a Selic mudar de direção antes do vencimento.
- Renda fixa IPCA+: trava uma taxa real acima da inflação; protege o poder de compra no longo prazo, também com marcação a mercado.
- Renda variável simples (fundos/ETFs amplos): exposição a renda variável em um único bloco diversificado, para quem está começando.
- Fundos Imobiliários (FIIs): geram renda mensal e expõem a carteira ao setor imobiliário.
- Ações nacionais: participação em empresas brasileiras, maior potencial de retorno e de oscilação.
- Renda variável internacional: diversifica a carteira fora do Brasil.
- Ativos de alto risco (cripto e afins): só aparecem para quem tem conhecimento avançado (ou intermediário, em parcela mínima), perfil arrojado/agressivo, objetivo de crescer patrimônio e idade abaixo de 60 anos — todas as condições precisam ser verdadeiras ao mesmo tempo.
Importante:
- Esta é uma sugestão educativa baseada em heurísticas gerais, não uma recomendação de investimento personalizada.
- Antes de investir em renda variável, é recomendável ter a reserva de emergência formada.
- Consulte um profissional certificado para decisões que envolvam valores significativos.